terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

Água mole, Pedra dura


Água mole pedra dura, tanto bate até que fura. Que nada! Para Rodrigo Dornelles, o surfista brasileiro conhecido como PEDRA, a água é o local onde realizou as maiores conquistas da sua carreira. E 2007 foi um ano triplamente especial. Depois de quase cinco anos fora do circuito mundial de surf, o gaúcho que reside em Torres - litoral RS, retornou ao WCT 2007, se consagrou como melhor surfista brasileiro e garantiu sua vaga para 2008.

Para confirmar a boa atuação de Rodrigo, basta comparar os números. Sua melhor colocaçao no ranking do WQS foi em 2006, quando ficou em 16º lugar. Antes de viajar para a etapa hawaiiana em dezembro passado, Pedra estava em 6º lugar no WQS, terminando o ano com a 3º colocação. O surfista gaúcho participa das etapas de divisão de acesso para elite do surf mundial desde 1994. Hoje, aos 33 anos, além de apresentar um surf veloz, com manobras fortes e curvas no limite, ele tem uma qualidade extra: a maturidade para enfrentar a pressão de ser um TOP Surfer da ASP.

Assista o vídeo da bateria entre Rodrigo "PEDRA" Dornelles e Adriano de Souza (Mineirinho), durante a etapa brasileira do WCT, na praia da Vila -Imbituba SC. No fim do vídeo confira uma rápida entrevista. CLIQUE AQUI

Perfil Rodrigo Dornelles
Data de nascimento: 09/01/1974
Local: Porto Alegre (RS)
Peso: 70kg
Altura: 1,69m
Apelido: Pedra
Alinhamento: regular
Shaper principal: Xanadu
Ondas preferidas: Ilha dos Lobos (Torres-RS), Silveira (Garopaba-SC), Bell's (Austrália) e Jeffreys Bay (Africa do Sul)
Patrocinadores: Fox, Xcel wetsuits, Planeta Surf, Xanadu surfboards
Quiver: 5'10", 6'0", 6'1", 6'3", 6'8", 7'0"
Manobras favoritas: tubos e cutbacks

Eventos importantes
WCT: 2001, 2002 e 2007
WQS: desde 1994, sendo 3º colocado em 2007

Texto: Manu Scarpa
Foto: Clarissa Caterina
Arte: Manu Scarpa
Imagens vídeo: Marianna Piccoli
Ediçao: Manu Scarpa
Música: Different Tastes, End Of Pipe

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

duelo de gigantes


Considerado o melhor swell dos últimos três anos, a bancada de Banzai Pipeline formou ondas de até 20 pés no início de janeiro – encerrando o jejum do começo da temporada. Para os surfistas que visitam o Hawaii em busca de tubos e boas ondas, restou apenas observar da areia o show dos tube riders durante o 6th Annual Da Hui Backdoor ShootOut, realizado nos dias 9, 11 e 12 de janeiro. A galera do freesurf foi "convidada" a se retirar da água para a realização do campeonato, do contrário, as conseqüências dispensam comentários.

A fotógrafa Marianna Piccoli esteve presente nos dias do evento e enviou um material inédito com imagens do primeiro dia do campeonato. A competição é exclusiva para locais e para participar basta pagar a inscrição no valor de US$ 5 mil. Não existe eliminação, vence aquele que somar a maior nota das três melhores ondas. O vencedor leva a soma total das inscrições, como num bolão. Jamie O'Brien surfou muito e faturou US$ 50 mil. Na segunda colocação ficou o top do WCT Bruce Irons.

Resultado
1- Jamie O'brien (RedBull)
2- Bruce Irons (Volcom)
3- Ola Eleogram (No Fear)
4- Marcus Hickman (Volcom)
5- Myles Padaca (Da Hui) e Mark Healey (Quisilver)

Veja as fotos, por Marianna Piccoli

Texto: Manu Scarpa
Arte: Manu Scarpa
Fotos: Marianna Piccoli
(platéia, Jamie O'Brien, locals checking waves)

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

E nasce uma estrela...

Dizem que muitas das estrelas que enxergamos aqui da Terra já deixaram de existir e que o brilho de outras tantas que já nasceram ainda não são visíveis aos nossos olhos. Assim é Marianna Piccoli, uma estrela que aos poucos vai mostrando sua luz até conquistar seu lugar no universo.

Responsável pelas belas imagens que estampam a página principal do site emotionsurf.com, a fotógrafa de 20 anos de idade embarcou para o Hawaii no início de dezembro com a intenção de registrar a temporada em foto e vídeo. Mas o destino colocou Marianna numa casa recheada de profissionais da fotografia e isso foi um impulso extra para se dedicar às imagens estáticas. “Fotografar no Hawaii tem sido, mais uma vez, um grande aprendizado e um intensivo de imagens. A luz, a proximidade e a qualidade das ondas fazem do Hawaii um estúdio natural onde é possível tentar diversos tipos de fotos. A quantidade de surfistas bons também é destaque à parte”, comenta.

A fotografia entrou na sua vida por diversão há quatro anos, quando morou na Austrália para estudar. Lá, Marianna estreitou sua relação também com o surf, unindo as duas coisas. Em 2006, fez sua primeira viagem para o Hawaii e, já nos Estados Unidos, adquiriu uma lente profissional. “Vim para Hawaii com o objetivo de registrar a temporada inteira, produzir um bom material não só das fotos de ação como eu estava acostumada, mas também de natureza, retratos, entre outras coisas. Além da venda de fotos para o free surf, tenho produzido muitas imagens dos atletas brasileiros para depois tentar negociar com as respectivas marcas. Também tenho feito fotos para revista Juice e trabalhos para a produtora emotionsurf.com”, completa.

Natural de Curitiba-PR, Marianna mora em Florianópolis há oito anos. Atualmente ela cursa Administração e dedica parte da sua vida à produção de imagens, o que também inclui a produção audiovisual. Para saber mais, leia a entrevista no site waves.com.br.

Fotos HAWAII temporada 08, por Marianna Piccoli - CLIQUE AQUI

Foto: Marianna Piccoli e site waves
Arte: Manu Scarpa
Texto: Manu Scarpa

terça-feira, 29 de janeiro de 2008

O que os olhos não veem o paladar não sente

Recentemente um amigo sugeriu o link de um vídeo que circula na internet: Meet your Meat, que se traduz 'Conheça sua carne'. Mesmo um ano antes de assistir esse breve documentário, a carne de gado, porco e frango já fora abolida do meu cardápido. Minha motivação inicial para mudar radicalmente os hábitos alimentares teve cunho espiritual, mas após assistir em resumidos dez minutos o que esses animais sofrem durante a vida estou cada vez mais convencida que optei corretamente.

O vídeo foi produzido por norte-americanos, mas não exclui a possibilidade que em outras partes do mundo o mesmo processo aconteça. A demanda de consumo da carne e a ganância dos que detêm sua produção nos permite deduzir que outras empresas sigam o mesmo padrão de criação e abate. A produção em larga escala, seja qual for o produto, gera um inevitável disperdício. Só nos Estados Unidos, cerca de 25% dos suínos morrem vítimas de maus-tratos antes mesmo de chegar aos abatedouros. A informação foi fornecida pelo próprio fabricante, mas a estatística real pode ser bem maior.

Assim como o animal, o homem também sofre os efeitos das fazendas industriais. O profissional contratado para abater os animais geralmente aposenta-se por insalubridade antes do tempo. Entende-se por isalubre o trabalho que pode causar doenças pelo tipo de atividade desenvolvida, tempo de exposição e intensidade. Muitos desses trabalhadores matam diariamente centenas de animais e após alguns anos nessa função apresentam problemas psicológicos, psiquiátricos e alguns casos mais sérios que beiram à loucura.

O consumidor também está entre os prejudicados. O mesmo vídeo citado acima delata o Ministério da Agricultura Norte-Americano, que concede certificado de alimento puro para carne de animais com lesões cancerosas e ferimentos com pus. Sendo assim, não há motivação para investir em tratamento e melhores condições de criação para esses animais. O destino de grande parte da carne proveniente das estressadas vacas produtoras de leite, por exemplo, é o popular hamburger facilmente encontrado nas esquina do mundo inteiro. Segundo especialistas, quando o animal sofre muito sua carne é pálida e sem sabor, servindo apenas para produção de salsicha e afins, que misturada com outros inúmeros ingredientes pode-se ler como fast food.

Estar bem consigo é estar bem com o ambiente que nos rodeia, é cuidar para que daqui alguns anos o planeta continue a fornecer gratuitamente tudo o que precisamos. A nossa preocupação deve ser em todos os setores se ainda quisermos ter o direito a uma alimentação sem riscos, a beber um copo de água pura e a surfar em oceanos despoluidos.

"A grandeza de uma nação e seu progresso moral podem ser julgados pelo modo que seus animais são tratados". Gandhi

Assista o vídeo AQUI

Texto: Manu Scarpa (publicado em dezembro 2007)
Foto: Coluna ESTA BEM, revista JUICE #24
Arte foto: Guilherme Rosa (Gauchinho)

sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

bye bye trema!


O idioma português pode começar 2008 com mudanças na ortografia. A Comunidade dos Países de Língua Portuguesa apresenta as modificações com a inteção de unificar a língua escrita. Fazem parte da comunidade o Brasil, Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, São Tomé e Príncipe, Portugal e Timor Leste. Se tudo for acertado entre os países envolvidos, os brasileiros terão que se adaptar com as novas regras. Aproximadamente 1,6% do vocabulário de Portugal vai sofrer alterações. No Brasil somente 0,45% das palavras serão escritas com as novas mudanças. O alfabeto deixa de ter 23 letras para ter 26, com a incorporação do "k", do "w" e do "y". A língua portuguesa é a quinta mais falada do mundo. O objetivo da reforma é incentivar a utilização do idioma por organizações internacionais. Mais de 230 milhões de pessoas terão de fazer pequenas adaptações.

O que muda na ortografia para 2008:

*as paroxítonas terminadas em 'o' duplo não terão mais acento circunflexo.
Ao invés de 'abençôo', 'enjôo' ou 'vôo', a forma corretá será 'abençoo', 'enjoo' e 'voo';

*não se usará mais o acento circunflexo na terceira pessoa do plural do presente do indicativo ou do subjuntivo dos verbos 'crer', 'dar', 'ler', 'ver' e seus decorrentes. A grafia correta será: 'creem', 'deem', 'leem' e 'veem';

*o trema desaparece completamente;

*O acento deixará de ser usado para diferenciar 'pára' (verbo) de 'para' (preposição);

*haverá eliminação do acento agudo nos ditongos abertos 'ei' e 'oi' de palavras paroxítonas, como 'assembléia', 'idéia', 'heróica' e 'jibóia'. O certo será assembleia, ideia, heroica e jiboia.

*Em Portugal, por exemplo, desaparecem o 'c' e o 'p' nas palavras em que não se pronuncia: 'acção', 'acto', 'adopção', 'baptismo', 'óptimo' e 'Egipto'. Outra mudança será na palavra 'húmido', que perde a primeira letra e passa a ser escrita 'úmido';


Para ajudar na adaptação dos brasileiros, a ABL (Academia Brasileira de Letras) disponibiliza pela internet um serviço de tira-dúvidas do português. As perguntas são respondidas pelo professor Sérgio Pachá.

Texto: Manu Scarpa
Arte: Manu Scarpa
Fonte: Banco de Dados da Língua Portuguesa - FFCLH USP /2007
Livros e Afins
ABL

segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

FUNK até o caroço!























Numa mistura de rap, metal, funk, trompete e free-stayling, a Praia Mole ignorou a chuva e o vento sul no fim da tarde do último sábado (19.01) para receber o show do rapper carioca BNegão e sua banda, os Seletores de Freqüência. Por sete vezes eles retornaram ao palco para atender o bis da galera.

Destaque para o trompetista Pedro Slector, que nos momentos finais da apresentação fez um solo da "Canção de Partida", de Dorival Caymmi. BNegão dividiu o vocal com MC Paulão King, que deu uma pitada de cultura popular carioca na ilha de Santa Catarina.

Para mostrar ao que veio, BNegão deixou várias mensagens para o público. Uma delas ainda bastante polêmica: o download de músicas pela internet, considerado ilegal. "Compartilhamento de arquivos não é pirataria. O pirata é quem está atrás do ouro", defende o rapper. O grupo vende seus discos durante os shows por um preço bem popular, além de disponibilizar todas as músicas na internet através do site: www.bnegao.com.br.

*O evento fez parte do projeto Floripa Tem, do GrupoRBS.

BNegão e os Seletores de Freqüência
Trompete: Pedro Slector
Guitarra: Fabiano Moreno
Baixo: Fábio Kalunga
Bateria: Robson Vintage.
Free-style: MC Paulão King

Na mente, a necessidade de ser coerente
Nas veias, o sangue determinado a não sair da corrente
Muitas idéias na cabeça, pouco dinheiro no bolso
Pode crê, cupadi, tu é funk até o caroço…
FUNK ATÉ O CAROÇO

(BNegão)


Ver fotos clique aqui
Texto e fotos: Manu Scarpa

terça-feira, 18 de dezembro de 2007

juice boa é JUICE NOVA

A edição número 24 da revista JUICE foi muito bem comemorada na festa de lançamento, que aconteceu no dia 12.12 no El Divino Lounge, em Florianópolis. A banda Morning Sun recebeu a galera ao som de Donavon, Beautiful Girls, Jack Johnson, Pete Murray, entre outros. O curta-metragem Subaru Fish, uns dos destaques da revista, foi apresentado no telão com a presença do diretor e alguns protagonistas. Quem foi, garantiu a sua JUICE. Quem não foi, pode adquirir a nova edição nas principais surfshops de Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
Flávio Rasta colaborou com belas imagens para a matéria Aquaplay, quando clicou na frente de casa uma semana de águas claras e tubos perfeitos. O convidado para a etapa brasileira do WCT e local da Praia da Vila, Fábio Carvalho, conta sobre as emoções durante a realização deste sonho (de quebra, uma bateria contra o octacampeão Kelly Slater). A sessão Nuzouvido traz a cobertura do Festval Alma Surf, que rolou no dia 16.11 no El Divino Club em Jurerê, Floripa. Marco Cézar fotografou Roka Goedert para a sessão mais esperada. Para fechar bem essa edição, registros de uma trip pelo Rio de Janeiro na matéria Samba Surf.
É mais uma JUICE cirulando pelo sul do Brasil!


Texto: Manu Scarpa
Foto: Capa Juice #24, Flávio Rasta
Arte: Guilherme Rosa (Gauchinho)
Surfista: Netto Moura