sábado, 28 de agosto de 2010

4 elementos :: TERRA

por Manu Scarpa

Os quatro elementos da natureza são ferramentas extremamente úteis para compreensão física e psicológica do ser humano. São também os principais fornecedores da matéria-prima capaz de gerar energia de forma diferente das que tradicionalmente conhecemos. Nesta segunda reportagem da série 4 Elementos vamos abordar como a TERRA participou da evolução energética do nosso planeta e como ela está ajudando a produzir uma energia mais limpa e renovável.
 
TERRA
Desde que o homem descobriu o carão mineral e o petróleo nas profundezas da terra, a globalização virou realidade. O homem começou a viajar pelo mundo com muito mais agilidade que as antigas caravelas. Trens, aviões, ônibus e carros entraram no cotidiano das pessoas. Qualquer um podia conhecer ou viver em outro continente. As fábricas ganharam impulsos para seus equipamentos. O que se produzia já podia ser enviado para qualquer lugar do mundo. Mas o que moveu e até hoje move esses transportes e máquinas? Combustíveis fósseis como o carvão e o petróleo.

A palavra petróleo vem do latim "óleo de pedra", que explica uma das teorias de sua formação. A mais aceita delas é que o petróleo surgiu através de restos orgânicos de animais e vegetais que foram depositados no fundo de lagos e mares recebendo pressão e calor ao longo de milhares de anos. O carvão mineral passa por processo parecido, e tem sua origem nos resíduos de vida vegetal das densas florestas que cobriram a Terra há milhões de anos. Na metade do século XIX essas duas fontes já tinham grande importância na sociedade mundial.

A queima de uma ou de outra libera para atmosfera gases poluentes, ainda assim até hoje essas fontes são utilizadas com intensidade. Esse excesso é devolvido pela natureza na forma de mudanças climáticas e isso já uma realidade bem próxima de nós, comprovada pelos últimos desastres naturais. Por essas e outras razões, especialistas foram em busca de soluções e viram com outros olhos o potencial da agricultura para gerar energia térmica, mecânica e elétrica. O resultado foi o desenvolvimento de tecnologias que vão além da geração de energia e estão voltadas também para conservação do meio ambiente.
 



BIOMASSA

O termo biomassa pode ser compreendido de duas maneiras. Do ponto de vista da biologia, que é qualquer matéria viva existente no planeta; Ou do ponto de vista da geração de energia, que são os resíduos recentes de organismos vivos. Um exemplo simples é a madeira, que usada na forma de lenha é fonte de luz e calor. Para que essa utilização seja sustentável e não poluente, é preciso plantar árvores no lugar das que foram extraídas. Só assim a natureza é capaz de absorver os gases causadores do efeito estufa através da fotossíntese, com a vantagem de que sempre haverá novas árvores para obter mais lenha.

Os resíduos agrícolas também são matéria-prima para gerar energia. O bagaço da cana-de-açúcar, serragem de madeira e palha de arroz são alguns exemplos. A partir da queima desses resíduos é possível movimentar a própria indústria que os descarta. O racionamento de energia em 2001 impulsionou as usinas produtoras de açúcar e álcool a reconsiderar os resíduos da cana. O rejeito dessa produção antes era considerado um problema para os usineiros, pois o descarte se acumulava sem utilidade ou era queimado sem aproveitar essa energia.

A queima da biomassa em caldeiras ou fornos aproveita o que naturalmente poluiria a natureza. Se encarada com comprometimento, a biomassa pode gerar vapor e eletricidade capazes de abastecer cidades inteiras. Lembrando que ela só será um recurso totalmente limpo se o consumo for equivalente a reposição dos recursos disponíveis.
 


BIOCOMBUSTÍVEIS
Recentes estudos sobre os impactos causados pelos combustíveis fósseis, como o petróleo, contribuíram para a difusão dos biocombustíveis em todo o mundo. Os mais comuns são o etanol, o biodiesel e o biogás. Para compreender melhor, vamos utilizar como exemplo a cana-de-açúcar. Da cana se produz o álcool etanol. O que sobra desse processo é o bagaço da cana, ou biomassa, e sua queima gera energia capaz de movimentar máquinas.

Nosso país é hoje o maior produtor mundial de etanol, que quando utilizado como combustível em automóveis representa uma alternativa para a gasolina. Se 10% da gasolina do mundo tivesse álcool em sua formulação, mais de 500 milhões de toneladas de CO2 deixariam de ser emitidos por ano, o que equivale a 1 milhão de árvores em pé. Entretanto, o álcool etanol não resolve o problema da dependência do petróleo, porque fica restrito aos automóveis de passeio. Caminhões, vans, embarcações e alguns geradores, precisam do óleo diesel para ativar seus motores.

Uma invenção brasileira surge como opção renovável para esses casos: o biodiesel. Desenvolvido na década de 70 pelo engenheiro químico cearense Expedito Parente, o biodiesel pode ser produzido a partir óleos vegetais, gordura animal, óleos e gorduras residuais. Cultivos como soja, girassol, dendê e mamona são exemplos de plantas capazes de produzir óleos, cultivadas em diferentes regiões do país. Os biocombustíveis proporcionam uma combustão muito mais limpa, porque emitem menos poluentes para atmosfera e são fonte inesgotável, considerando o curto espaço de tempo para cultivar as plantas.
 
MÃE TERRA
Todas as milenares culturas consideravam a Terra como berço da vida e valorizavam sua existência com o máximo de respeito. Povos indígenas e as sociedades pré-industriais sabiam que a natureza é generosa e devolve em abundante proporção todo amor praticado em seu nome. O paradoxal progresso científico e tecnológico nos obriga a pensar e escolher quais valores desejamos ver preservados e entregues para as gerações futuras.

4 elementos :: FOGO

por Manu Scarpa

Muitas culturas no mundo inteiro incluem os quatro elementos nas suas tradições filosóficas, religiosas ou mitológicas. Em todas elas, os elementos são considerados não como símbolos ou conceitos abstratos, mas como energia vital que compõe toda a criação. Eles correspondem, por exemplo, às necessidades básicas de qualquer organismo vivo. Diariamente precisamos de água, ar, alimento (terra) e calor (fogo). Nesta terceira reportagem da série 4 Elementos, vamos saber como o fogo é capaz de fornecer um dos tipos de energia renovável mais difundido em todo o planeta: a energia solar.

FOGO
Historicamente o fogo tem participação fundamental na evolução da humanidade. Quando o homem descobriu que poderia aquecer seus alimentos, moldar objetos, afastar predadores e aproveitar o período norturno, passou a usar esse recurso ao seu favor. Cientificamente, o fogo é uma mistura de gases em alta temperatura que emite radiação e é formado através da combustão. Em sua forma mais comum, pode provocar incêndios devastadores pelo alto potencial de causar dano físico através da queima.

Talvez seja esse o motivo que a astrologia atribui ao elemento fogo a representação da força do espírito, do idealismo, da fé e do entusiasmo com que nos apaixonamos pela. Os signos regidos por este elemento (Áries, Leão e Sargitário) tem em comum a vitalidade, a espontaneidade, a alegria de viver e uma confiança quase infantil no destino.

SOL
Centro do sistema solar em que vivemos, o Sol está cerca de 150 milhões de quilômetros distante de nós. A luz solar demora aproximadamente 8 minutos e 18 segundos para tocar a Terra. A teoria mais aceita sobre a sua formaçao é que originou-se de uma gigantesca nuvem de gases e poeira que inexplicavelmente se aglomerou em grandes blocos. Essa é também a explicação encontrada para a formação de todo o universo. Especialistas estimam que existem mais de 100 milhões de estrelas com características semelhantes ao sol na Via Láctea. É a estrela mais próxima de nós e ao seu redor giram planetas, asteroides, satélites, cometas e planetas-anões.

Assim como a Terra gira ao seu redor, o Sol tamém está em órbita com o centro da Galáxia. Para dar uma volta completa, o ano solar leva aproximadamente 200 milhões de anos terrestres. Calculos comprovam que o Sol já realizou cerca de 22 voltas completas ao redor da Via Láctea, o que lhe confere 4.6 bilhões de anos.


ENERGIA SOLAR

Direta ou indiretamente, todos nós utilizamos energia solar. Sua luz e calor permitem toda a vida existente no planeta Terra. O ar que respiramos depende desta força da natureza, que através das plantas proporciona um ambiente rico em oxigênio. O Sol é responsável pela temperatura, pela evaporação e por muitos processos biológicos que ocorrem em plantas e animais. A energia do Sol também é responsável pelos fenômenos meteorológicos e pelo clima na Terra. Os alimentos que cultivamos armazenam a luz solar na forma de glicose, ingerida por nós como uma das principais fontes energéticas para o funcionamento do nosso corpo.

Por ano, o Sol irradia o equivalente a 10 mil vezes a energia consumida pela popula
ção mundial no mesmo período. Em comparação com outras fontes, a energia solar ganha pontos por suas características: é abundante, renovável e tem mínimo impacto ambiental. O aproveitamento da energia solar começou em 1959 nos EUA, como forma de geração de energia elétrica para os satélites.

A energia solar pode ser dividida em dois grupos: energia solar térmica e energia solar fotovoltaica.

FOTOVOLTAICA

A energia solar fotovoltaica permite transformar a energia do sol em energia elétrica. A luz do sol incide sobre painéis compostos por células de material semicondutor, promovendo o deslocamento de elétrons. O movimento dos elétrons gera uma corrente elétrica. A energia solar fotovoltaica ainda é considerada cara, pois o principal elemento que compõe os painéis solares ainda é totalmente importado, o silício. Há alguns anos, países da Europa dedicam seus estudos para acelerar o acesso às vantagens dos sistemas fotovoltaicos.

Privilegiado pela alta incidência de insolação em seu território, o Brasil começa a prestar mais atenção nesta força da natureza. A Universidade Federal de Santa Catarina em parceria com a INFRAERO elaborou o projeto chamado Aeroportos Solares. O aeroporto de Florianópolis está entre os beneficiados e será independente ou completamente auto-suficiente em energia, com geração solar integrada a ele. Estima-se que até 2013 algumas regiões do Brasil terão preços competitivos entre a energia fotovoltaica e a energia convencional.

TÉRMICA
Diferente da energia solar fotovoltaica, a energia solar térmica tem preços bastante acessíveis por possuir uma tecnologia mais simples. Quando a luz do sol atinge uma superfície escura, ela é absorvida e transformada em calor. Esse princípio é utilizado nos aquecedores solares, que utilizam essa energia para aquecer água. Mais de 90% das habitações da região Sul e Sudeste no Brasil usam chuveiro elétrico no aquecimento de água para banho. Esse é um uso insustentável, pois utiliza uma energia de alta qualidade para um uso que poderia ser feito de outra maneira, além de promover um sério desgaste do meio ambiente.

O sistema de aquecimento de água através do sol pode ser instalado em qualquer residência para reduzir o consumo de energia elétrica, sobretudo nas grandes cidades. Existem diversos tipos de coletores solares térmicos. Mas um em especial, desenvolvido em solo catarinense, tem uma preocupação que vai além do conceito de geração de energia. É o caso do aquecedor solar térmico que utiliza materiais descartáveis como garrafas PET e caixas de leite longa vida. O que muda são as garrafas e as caixinhas de leite que substituem o vidro, a caixa metálica e o painel de absorção nos aquecedores convencionais. Em uma residência onde vivem quatro pessoas, o sistema instalado custa em torno de 400 reais.

ASTRO REI
Sol é luz, vida e calor. A luz é o símbolo do conhecimento, sua busca pela realização, sua capacidade criadora, sua verdadeira individualidade. Ele é consultado para se conhecer sobre as influências que cada pessoa exercerá em suas realizações durante a vida, sobre suas possibilidades de brilho e de sucesso. Muitas das antigas civilizações viam nele a representação máxima da divindade e o disco solar era chamado de "olho do Deus".

domingo, 9 de agosto de 2009

ENERGIA POSITIVA :: coluna ESTAR BEM


por Manu Scarpa
Antes de você folhear esta revista, ela passou por várias etapas de produção. Fotógrafos, redatores e outros profissionais uniram suas habilidades para levar até o leitor o conteúdo mais completo possível. Mas para o fotógrafo produzir suas imagens ele necessita de baterias para carregar seu equipamento fotográfico. O redator precisou de um computador para escrever e enviar o texto para o editor, que por sua vez reuniu todo esse material e encaminhou para a gráfica imprimir. Em todos os passos desse processo existe algo em comum: a energia elétrica empregada. Grande parte das nossas atividades envolve a necessidade de utilizar energia elétrica, direta ou indiretamente. E ela esteve sempre ali, ao nosso alcance quando precisamos.

Mas esse quadro de certezas em relação a energia elétrica disponível começou a mudar na cabeça dos brasileiros a partir de 2001, quando o país enfrentou o racionamento de energia. Isso aconteceu porque a geração de eletricidade não acompanhou o crescimento do consumo. Como toda crise é também um momento para pensar novos caminhos, este foi também um momento de repensar novas alternativas de gerar energia.

Durante muito tempo o ser humano dependeu dos recursos fósseis para obter energia. Um bom exemplo é o petróleo, que alimenta motores e geradores. Apesar de suprir as atividades humanas até os dias hoje, especialistas acreditam que esse recurso deve durar no máximo mais cem anos. É uma verdadeira corrida contra o tempo para adequar nosso estilo de vida a uma realidade que antes parecia tão distante.

Pensando em informar os catarinenses sobre outras formas de geração de energia, a RIC Record, sob direção de Antônio Barbosa, exibiu aos sábados nos meses de junho e julho a série Fontes de Energia Renovável – que este ano produziu sua segunda temporada. Cada semana o telespectador conheceu uma fonte de energia diferente, com enfoque tecnológico e ambiental.


Tive a oportunidade de trabalhar como roteirista e jornalista responsável deste projeto, que nos levou a viajar pelo estado de Santa Catarina e conhecer de perto quem trabalha para implantar estas alternativas. Nossa equipe foi até Itapiranga, cidade do extremo oeste catarinense que faz divisa com a Argentina, para entender melhor sobre a geração de energia através da decomposição dos dejetos de suínos, o biogás. Viajamos até Tubarão, sul do estado, para aprender e divulgar o belo trabalho de aquecedor solar feito a partir de garrafas PET e caixinhas de leite longa vida. Fomos nem tão longe, na Universidade Federal (UFSC), conversar com especialistas para esclarecer e coletar dados atualizados.

Biomassa, biocombustível, biogás, energia eólica, energia solar. Você provavelmente deve conhecer alguns desses termos e cada vez eles serão mais comuns, pois são fontes alternativas de energia. Mas muito além da eletricidade, existe antes a preocupação em cuidar do meio ambiente. Cada uma delas busca na própria natureza os recursos renováveis necessários, sem agredir o meio que os fornece.

RESUMO DOS PROGRAMAS

Biogás


Energia Eólica


Energia Solar


Programa Fontes de Energia Renovável
Realização: RIC Record
Direção geral: Antônio Barbosa

terça-feira, 16 de junho de 2009

"Descendo a Ladeira" inicia filmagens em 2009

por Manu Scarpa

O projeto do filme "Descendo a Ladeira" carimbou o passaporte pelo Hawaii na última temporada. Protagonista do filme, o big rider catarinense Dê da Barra desembarcou em Florianópolis no início de março e trouxe na bagagem fotos, fatos e vídeos em mais um inverno havaiano. O primeiro foi em 1998 e se estendeu por cinco meses. Hoje já são oito viagens para o meio do Pacífico em busca da superação de limites. Para praticar sua especialidade, o tow in, Dê conta com uma base no North Shore, onde mora seu parceiro da modalidade, César Oliveira.

Diferente do surf comum de pranchinha, no tow in, as alegrias e responsabilidades são divididas. Como, por exemplo, no momento de um resgate em que é preciso agir rápido antes que a próxima onda coloque seu parceiro em uma situação difícil.

O roteiro do filme prevê uma biografia do atleta a partir de registros em foto e vídeo da sua carreira no mar, adicionando imagens inéditas que serão filmadas ao longo do ano em diversos picos pelo mundo. O primeiro riscado da lista foi a costa norte da ilha de Oahu. Bem em frente ao local onde estava hospedado em Velzland, uma bancada fez a cabeça diversas vezes. Com grande potencial, Phantos suporta ondas de até 40 pés. Esse ano o tamanho máximo nesse pico ocilou entre 15 e 20 pés. 'Foram vários momentos marcantes em outras bancadas como Off the Wall, Backdoor, Pipeline, que são ondas bem próximas da praia. São bons lugares para produzir material de mídia. Off the Wall era a opção com menos crowd e onde os brasileiros se encontravam", relembra.


Há algum tempo, Dê e sua equipe contam com a amizade e o profissionalismo do fotógrafo e videomaker Bruno Lemos, que mora no Hawaii. Ele acompanha todo o esforço e por isso sempre se disponibiliza para registrar os melhores momentos, na praia, dentro d'água ou no jetski em alto mar. Bruno filmou e cedeu as imagens do videoclipe desta matéria, que também traz entrevistas com a galera de tow in reunida na ilha havaiana.

Quem surfa rebocado não surfa sozinho. Eles então, surfam em parceria. Para reforçar os treinos, Dê e sua dupla trabalharam em equipe com outros dois grandes nomes do tow in no Brasil e no mundo: os brasileiros Rodrigo Resende e Danilo Couto, sempre representando nas competições internacionais. "Há um tempo decidimos treinar em parceria porque facilita o nosso trabalho e porque muitas vezes estamos em alto mar, onde tudo pode acontecer. Como, por exemplo, nessa temporada quando a galera do tow in estava surfando na bancada de Phantos e o Carlos Burle desligou o jetski em um momento crucial e despencou do lip enquanto a Maya Gabeira estava fazendo a curva cavando na onda. Nossa equipe estava atenta e realizamos o resgate deles".


Para dar continuidade ao filme, a idéia inicial é uma viagem para surfar a Pororoca. Em junho, o plano é uma trip para América do Sul, provavelmente Chile ou Peru. Se possível, uma passada pelo Tahiti também está no roteiro. "Estou de olho no circuito Brasileiro de Tow in, com etapas no Rio de Janeiro, São Paulo e possivelmente em Santa Catarina. O César Oliveira, que mora no Hawaii com a família, em breve estará no Brasil para aguardar uma boa condição para o evento. Enquanto isso, estou reunindo imagens e buscando patrocínio".

ASSISTA O VÍDEO








site waves.com.br, junho 2009
texto Manu Scarpa
fotos Bruno Lemos
edição de imagens Manu Scarpa

domingo, 7 de junho de 2009

Coleta Seletiva, floripa


A Coleta Seletiva e a Reciclagem são formas eficazes de tratamento de resíduos, pois reduzem a quantidade de lixo enviada para o aterro sanitário, aumentando sua vida útil. Ajudam na economia de recursos naturais, como água, petróleo, árvores, e muitos outros.

A COMCAP - Companhia Melhoramentos da Capital - realiza desde 1986 a Coleta Seletiva em Florianópolis, atendendo hoje a todos os bairros da cidade. Informe-se, faça a sua parte e contribua com a preservação do nosso Planeta!


Confira o roteiro da coleta seletiva no seu bairro: clique aqui
Para mais informações acesse http://www.comcap.org.br/



quarta-feira, 27 de maio de 2009

Água virtual

Juice #32, coluna Estar Bem

Um estudo concluído em 1993 pelo cientista e professor John Anthony Allan modificou a forma de encarar o consumo de água no mundo. John descobriu a fórmula matemática que calcula a quantidade de água utilizada para produzir qualquer alimento ou produto. Cada quilo de carne de boi, por exemplo, necessita de 15 mil litros desse precioso líquido para chegar até o consumidor final - considerando transporte, comércio, entre outras etapas do processo; para fabricar um litro de cerveja, lá se vão oito litros de água; e cada quilo de jeans utiliza em torno de 10 mil litros.

Com a descoberta, John Anthony recebeu o Stockholm Water Prize 2008, promovido anualmente pelo Instituto Internacional da Água de Estocolmo. Com a preocupação de que a escassez de água tem como consequência a escassez de alimentos em todo o planeta, o instituto visa ordenar o uso da água em um futuro próximo. Outra conclusão importante do estudo é que países como Brasil, Argentina e Estados Unidos exportam milhões de litros de água, enquanto Japão, Itália e Egito importam o que John chamou de "água virtual".

Mas a expressão "água virtual" (também chamada como "água embutida" ou "incorporada") já é conhecida, surgiu na década de 70 nos Estados Unidos. Do latim, virtual ou virtualis ou ainda virtus, que significa virtude, potência e força. O mercado internacional de água virtual implica na movimentação de 15% de toda a água usada no mundo. Este consumo antes despercebido, agora é contabilizado. Por detrás daquela saborosa xícara de café, 140 mil litros de água foram consumida para cultivar, produzir, empacotar e distribuir o produto final. Para ter uma breve idéia, um cidadão norte-americano utiliza mais de seis mil litros de água virtual por dia.

É preciso amadurecer os conhecimentos sobre a quantidade de água imbutida nas produções. Ela é componente essencial para muitas empresas, direta ou indiretamente. Abrir mão de utiliza-la é como decretar falência. No setor de bebidas, por exemplo, três galões de água participam da produção de apenas um litro de refrigerante, leite ou cerveja. De um modo ou outro, as empresas terão que encarar a redução de água em suas rotinas para não fechar as portas. O alerta é ainda mais urgente que o problema da possível falta de energia no futuro. Com a criatividade, o ser humano já encontrou diversas soluções através das energias renováveis. Com a água é diferente, trata-se de um recurso finito.

Considerando o fato de que o volume de água doce e limpa disponível no mundo representa menos de 1%, pequenas ações tem poder transformador. Segundo o Instituto AKATU Pelo Consumo Consciente, se um milhão de pessoas fechassem a torneira ao escovar os dentes, economizariam em um mês 12 minutos de vazão das Cataratas do Iguaçu. Um banho de ducha com duração de 10 minutos gasta em média 160 litros de água. Se desligar o chuveiro ao ensaboar, são 30 mil litros poupados em um ano.

Os exemplos de consumo são muitos e as soluções para reaproveitar e economizar, também. A chuva, devidamente acumulada e tratada em regiões com grande índice pluviométrico, poderia suprir perto de 100% da água de um lar. Ou ainda o esgoto, se tratado, poderia substituir cerca de 40% da água potável. É preciso tornar essas práticas aplicáveis no cotidiano de quem vive nas cidades. E é apenas o começo. ECOnomize.

por Manu Scarpa

sexta-feira, 1 de maio de 2009

MUNDIAL DE BODYBOARD

PRAIA DE ESTALEIRINHO, EM BALNEÁRIO CAMBORIU, MOSTRA TODO SEU POTENCIAL DE ONDAS DURANTE A SEGUNDA ETAPA DO MUNDIAL DE BODYBOARD



Os brasileiros mais uma vez brilharam e representaram no lugar mais alto do pódio. O campeonato começou com ondas pequenas e debaixo de muita chuva. Com a chegada do swell no segundo dia, o mar logo ganhou tamanho e pressão com ondas chegando 2,5m, colocando a radicalidade e a coragem dos atletas a prova. O show de manobras esteve garantido durante o campeonato todo, uma vez que as ondas não pararam de bombar. Depois de algumas notas máximas, muitos aéreos, back flips e el rolos absurdos, os brasileiros confirmaram o favoritismo marcando presença nas semis e finais do evento.


No feminino, a porto riquenha Natasha Sagardia enfrentou a espanhola Anate Aguirre, que acabou levando a melhor e indo para a final. Na outra disputa, a tetracampeã mundial Neymara Carvalho derrotou a cearense Isabela Souza, e fez uma emocionante final com a espanhola valendo ainda a liderança do circuito. Mas a sorte estava mesmo do lado da capixaba, que apesar do mar difícil e da forte rebentação, mostrou calma e experiência ao garantir logo no início uma nota alta, não dando chance para a espanhola, que tentou se jogar nas bombas sem sucesso.






Já na categoria masculina, o eneacamepão Mike Stuart mostrou porque é considerado uma lenda viva no esporte e garantiu seu lugar na final ao derrotar o baiano René Xavier. A outra vaga na grande final foi disputada pelo capixaba Lucas Nogueira e pelo defensor do titulo da etapa, Uri Valadão. O Baiano, atual campeão do mundo, representou muito. Mas, foi Lucas que acabou disputando a final com o havaino.



Mike escolheu as ondas muito bem, surfando com maestria e liderando a bateria desde o começo. O brasileiro conseguia reagir diminuindo a diferença, porém para nervosismo e euforia do público o grande campeão só foi definindo 40 segundos do término da bateria. Lucas Nogueira, assim como sua conterânea Neymara Carvalho, levou a bandeira do Brasil ao lugar mais alto do pódio, para a alegria da torcida que comemorou muito.






A próxima etapa que será realizada na praia da Armação, em Salvador na Bahia, promete novas emoções, já que grandes estrelas como o campeão Uri Valadão e a revelação baiana René Xavier, estaram competindo no quintal de casa.

Texto e fotos: Marianna Piccoli